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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Gaza: Ofensiva militar atinge palestinos e equipes de ajuda


Fonte: MSF www.msf.org.br

Em apenas 11 dias, bombardeios provocaram a morte de 600 pessoas, deixaram quase 3 mil feridas e os hospitais sobrecarregados e com falta de material médico


07/01/2009 – A ofensiva militar isralense, que em apenas 11 dias provocou cerca de 600 mortes e deixou 2.950 pessoas feridas, tem ganhado proporções alarmantes e já pode ser considerado um dos episódios mais violentos da região, atingindo as populações de maneira indiscriminada. "Um milhão e meio de palestinos na Faixa de Gaza, quase metade crianças, são alvos de balas e bombardeios incessantes", afirma Franck Joncret, chefe de missão de Médicos Sem Fronteiras. Quem poderia imaginar que esse rolo compresssor massacraria os civis, que não têm como fugir e estão presos em um eclave densamente populado?"

A ofensiva militar semeou o terror em meio a uma população urbana já aprisionada e que não ousa sair de casa para receber cuidados médicos. A insegurança atinge igualmente os organismos de ajuda: as equipes humanitárias e sanitárias palestinas são mortas, hospitais e ambulâncias são bombardeados.

No entanto, os serviços de urgência dos hospitais continuam sobrecarregados. Nos dez primeiros dias, o Hospital Referencial de Al Shifa realizou mais de 300 intervenções cirúrgicas. "Os seis blocos operatórios do hospital funcionam a pleno vapor, realizando dez operações cada um, simultaneamente", conta Cécile Barbou, coordenadora médica de MSF em Gaza. "Os cirurgiões palestinos e a equipe médica estão exaustos e não conseguem dar conta do número de feridos". A maioria das urgências recebida está relacionada aos feridos graves e politraumáticos, principalmente os atingidos no tórax, abdômen ou rosto.

As equipes de MSF em Gaza, formada por três profissionais internacionais e 70 palestinos, têm tentado diminuir a sobrecarga dos hospitais palestinos, atendendo os feridos e distribuindo material médico e medicamentos a inúmeras unidades, que já estão quase sem nenhum estoque. Atualmente, cerca de 20 profissionais de MSF levam cuidados médicos à casa de cerca de 40 pacientes, diariamente. "A insegurança é tão grande que nossas possibilidades de deslocamento e de levar socorro são extremamente limitadas", explica Jessica Pourraz, responsável pelas atividades de MSF em Gaza. "Precisamos ter acesso livre aos feridos 24 horas por dia e que os civis possam vir sozinhos aos hospitais", defende.

A pedido dos médicos do Hospital de Al Shifa, MSF enviou uma equipe médica cirúrgica (um cirurgião, um anestesista, uma enfermeira) e um hospital móvel, dotado de uma ala operatória e outra de cuidados intensivos, para aumentar a capacidade de atender os feridos. MSF deve obter as autorizações necessárias para fazer entrar uma equipe de emergência na Faixa de Gaza, assim como todo o material necessário para os atendimentos.

Dadas as circunstâncias, e levando em conta as restrições à entrada de pessoal e material na Faixa de Gaza, a suspensão temporária dos bombardeios talvez permita um melhor acesso aos feridos que estão nos hospitais, o deslocamento das equipes médicas e o suprimento de produtos vitais (combustível, alimentos, material médico e medicamentos). "Em todo caso, essas medidas parciais, destinadas a acalmar a opinião internacional, não têm efeito contra a violência direta e maciça sofrida pela população", constata Marie-Pierre Allié, presidente de Médicos Sem Fronteiras na França.

Não tem Jeito - Após trégua, Israel retoma ataques em Gaza

Após trégua, Israel retoma ataques em Gaza

Mulher ferida em Gaza
Mais de 600 palestinos já morreram desde início de ação israelense
Depois de uma pausa de três horas nesta quarta-feira, Israel retomou a ofensiva militar na Faixa de Gaza. Segundo testemunhas, os ataques foram reiniciados logo após as 12h (horário de Brasília).

O governo israelense disse que haverá uma pausa diária nos ataques para permitir que a população de Gaza possa receber auxílio médico e suprimentos.

O grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, também disse que não vai lançar foguetes contra o território israelense durante essas pausas diárias.

Nesta quarta-feira, o governo israelense disse que concordou "em princípio" com um plano de cessar-fogo para Gaza.

Um porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que Israel recebeu bem o plano apresentado pela França e pelo Egito. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que a Autoridade Palestina também concordou com a proposta.

Um membro do alto escalão do Hamas disse à BBC que, apesar de "sinais positivos", ainda não houve um acordo em relação ao plano do cessar-fogo. A Autoridade Palestina é controlada pelo Fatah, grupo rival do Hamas.

Vítimas

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas e do Ministério da Saúde palestino, mais de 600 palestinos morreram desde o início da operação militar israelense, em 27 de dezembro. Entre as vítimas estão pelo menos 205 crianças, segundo fontes palestinas.

Segundo o governo israelense, sete de seus soldados foram mortos desde o início da ação e quatro israelenses morreram em decorrência de foguetes lançados por militantes palestinos.

Israel diz que o objetivo da ação militar em Gaza é fazer com que os militantes parem de lançar foguetes contra seu território.

O anúncio das pausas diárias de três horas nos bombardeios veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos ao território palestino, onde vivem 1,5 milhão de palestinos.

A decisão de permitir a criação de um corredor para levar ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza foi anunciada pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo, durante os quais a população vai poder receber ajuda".

A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região. Israel vai suspender ataques contra áreas específicas de Gaza para permitir que os habitantes possam receber e estocar produtos de primeira necessidade.

Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

Fonte:BBC Brasil

Israel confirma interrupção nos ataques para entrada de ajuda humanitária

Israel confirma interrupção nos ataques para entrada de ajuda humanitária

da Folha Online

Atualizado às 09h52.

Um porta-voz das Forças de Defesa israelenses confirmou a interrupção, a partir das 9h desta quarta-feira, da ofensiva militar contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. A proposta, segundo o gabinete do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi apresentado pelos líderes do Exército e visa, segundo Tel Aviv, "prevenir uma crise humanitária" na região.

O porta-voz Peter Lerner confirmou às agências internacionais de notícias Associated Press e France Presse que a interrupção foi efetivamente cumprida nesta quarta-feira. Ela deve durar três horas, até às 16h (12h, no horário de Brasília). "Posso confirmar que há um cessar nas atividades ofensivas neste momento para facilitar o tráfego de ajuda humanitária e permitir à população que garanta provisões e facilitar o trabalho das organizações não-governamentais", disse Lerner.

O Exército de Israel anunciou na manhã desta quarta-feira que iria interromper os bombardeios em Gaza durante três horas todos os dias para permitir a entrada dos caminhões de ajuda humanitária.

A decisão foi adotada depois que Israel aceitou abrir um corredor humanitário na faixa de Gaza para auxiliar os cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem na região e que, há doze dias consecutivos, vivem sob constantes bombardeios aéreos, navais e terrestres pela grande ofensiva militar lançada por Israel contra alvos do movimento islâmico radical Hamas.

A ofensiva militar já deixou mais de 600 mortos e cerca de 2.500 feridos. Entre as vítimas, estão ao menos 40 palestinos mortos em um ataque de tanques israelense contra uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Autoridades palestinas na faixa de Gaza disseram que foram informadas de que Israel interromperia os ataques durante um período para permitir que as lojas abram e os funerais das vítimas ocorram.

Segundo estimativas da ONU, os ataques israelenses deixaram 80% da população completamente dependente de ajuda humanitária. Enquanto a ONU insiste em um cessar-fogo efetivo na região, suas agências alertam para a crise humanitária causada pela destruição de mais de 600 alvos, incluindo estradas, edifícios públicos, delegacias de polícia e parte da infraestrutura da faixa de Gaza.

Corredor

O gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert anunciou nesta quarta-feira que Israel abrirá o corredor humanitário "para prevenir uma crise humanitária na Faixa de Gaza". A decisão foi comunicada à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

As agências de ajuda humanitária, e principalmente a ONU, reclamaram do agravamento na crise humanitária da região por causa da ofensiva israelense. Com a entrada do Exército, o território foi dividido, grandes áreas urbanas foram cercadas e o pouco fluxo de suprimentos foi ainda mais reduzido.

Um porta-voz de Olmert, Mark Regev, descreveu a medida como "status especial para permitir a transferência de pessoas, comida e remédios".

A República Tcheca, que está na Presidência rotativa da União Europeia, pediu nesta quarta-feira que Israel que permita o livre acesso das agências humanitárias na região, e não apenas nas três horas diárias. "Pedimos a Israel que abra um corredor humanitário em Gaza e permita o livre acesso das organizações humanitárias ao território", diz um comunicado publicado pelo ministério tcheco de Relações Exteriores.

"Há uma escassez cruel em Gaza de produtos básicos, de sobrevivência. Falta água e eletricidade", diz o texto, publicada após o retorno da missão europeia pelo Oriente Médio, que fracassou em conseguir um cessar-fogo.

Entrada

Segundo a embaixada de Israel no Brasil, nesta terça-feira (6), 49 caminhões carregados de alimentos, remédios e equipamentos entraram na região. O WFP (Programa das Nações Unidas para Alimentos, em português) voltou a entregar mantimentos em Gaza, após um recesso de dois dias.

A passagem de Kerem Shalom também foi aberta para a entrada de 80 carregamentos de ajuda humanitária. O depósito de combustíveis de Nahal Oz funcionou e enviou 215 mil litros de diesel especial (necessário para a estação elétrica da região), 93 mil litros de diesel para uso dos diversos organismos das Nações Unidas e 50 toneladas de gás de cozinha para uso doméstico.

Segundo a ONU, este número supera a quantidade permitida antes da ofensiva, mas ainda é inferior aos 475 veículos com ajuda humanitária que chegavam a Gaza antes de junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território.

Atendendo à um pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Israel permitirá a entrada de dois médicos e duas enfermeiras, através da passagem de Erez. Também nesta terça-feira, a entidade qualificou a situação na faixa de Gaza como uma "crise humanitária plena do tipo mais grave".

Com agências internacionais

Leia mais sobre violência em Gaza

Gaza: Atendimento cirúrgico está sobrecarregado

Gaza: Atendimento cirúrgico está sobrecarregado

Intensidade dos bombardeios obrigou MSF a suspender atendimento pós-operatório na clínica de Khan Younis

06/01/2009 – Mais de uma semana após os primeiros ataques na Faixa de Gaza e do início das incursões terrestres das forças israelenses, o atendimento cirúrgico está sobrecarregado e com necessidade urgente de cirurgiões especializados em procedimentos vasculares para lidar com o grande número de feridos. Na cidade de Gaza, a unidade de tratamento intensivo do Hospital Referencial Shifa atingiu seus limites de capacidade. A insegurança está impedindo os pacientes que precisam de um acompanhamento pós-cirúrgico e os profissionais de saúde de chegarem aos hospitais.

Três expatriados de Médicos Sem Fronteiras (MSF) – um coordenador de terreno, um médico e um enfermieiro – chegaram na Faixa de Gaza na quarta-feira, dia 31 de dezembro. Eles vão reforçar a equipe local, já composta por 35 profissionais de saúde.

A intensidade do bombardeio obrigou MSF a suspender seu atendimento pós-operatório na clínica de Khan Younis, no sul da região. Essa clínica está fechada desde o início dos ataques aéreos e agora não está mais acessível pelo norte, uma vez que a Faixa de Gaza foi dividida em duas. Em Beit Lahia, a insegurança fez com que nossas equipes tivessem de interromper as atividades pediátricas várias vezes, apesar das inúmeras tentativas de realizar consultas para diminuir a sobrecarga dos médicos do Hospital Kamel Edwan.

Desde o início da incursão, realizada nas primeiras horas do dia 4 de janeiro, a violência intensa fez com que MSF desistisse de sua intervenção na parte norte da Faixa de Gaza. Finalmente, na cidade de Gaza quase nenhum paciente conseguiu chegar à clínica de MSF, onde nossas equipes continuam a oferecer acompanhamento médico e pós-operatório para os feridos que foram transferidos do Hospital Shifa.

MSF está adaptando suas atividades para atingir mais pessoas que precisam de atendimento médico e que não conseguem deixar suas casas devido ao alto nível de insegurança. Médicos locais de MSF, enfermeiros e fisioterapeutas estão levando suprimentos médicos para seus próprios bairros e estão oferecendo assistência e distribuindo material médico para atender as necessidades imediatas dos pacientes de sua vizinhança.

Em resposta a um pedido do Hospital de Referência de Shifa, MSF está tentando enviar uma equipe médica para a Faixa de Gaza. MSF também está tentando enviar uma unidade hospitalar móvel com um espaço para operações e outro para unidade de tratamento intensivo, além de material médico para tratar os feridos e suprimentos hospitalares. A idéia é ajudá-los a lidar com as inúmeras emergências que eles estão enfrentando na Faixa de Gaza.

Desde julho de 2007, MSF oferece tratamento pós-operatório e fisioterapia para centenas de feridos nos conflitos da Faixa de Gaza. Em março de 2008, uma clínica pediátrica foi aberta em Gaza para crianças com menos de 12 anos. Em Naplouse na Cisjordânia, assim como em Gaza, MSF oferece apoio psicológico, médico e social para as famílias afetadas pela violência. A equipe é composta por 11 profissionais internacionais e 108 locais. MSF tem ainda um programa de apoio psicológico em Hebron. MSF trabalha em Gaza e na Cisjordânia desde 1989.

Israel interromperá ataques por três horas diárias para entrada de ajuda humanitária

Israel interromperá ataques por três horas diárias para entrada de ajuda humanitária

O Exército de Israel anunciou que, a partir desta quarta-feira, vai interromper os bombardeios em Gaza durante três horas todos os dias para permitir a entrada dos caminhões de ajuda humanitária.

"Decidimos cessar os bombardeios em Gaza entre às 11h GMT (9h, no horário de Brasília) e às 14h GMT (12h, no horário de Brasília) todos os dias a partir de hoje, quarta-feira", afirmou a porta-voz militar, Avital Leibovich.

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Efe
Caminhões carregados com suprimentos fazem fila para entrar na faixa de Gaza
Caminhões carregados com suprimentos fazem fila para entrar na faixa de Gaza

A decisão foi adotada depois que Israel aceitou abrir um corredor humanitário na faixa de Gaza para auxiliar os cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem na região e que, há doze dias consecutivos, vivem sob constantes bombardeios aéreos, navais e terrestres pela grande ofensiva militar lançada por Israel contra alvos do movimento islâmico radical Hamas.

A ofensiva militar já deixou mais de 600 mortos e cerca de 2.500 feridos. Entre as vítimas, estão ao menos 40 palestinos mortos em um ataque de tanques israelense contra uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Autoridades palestinas na faixa de Gaza disseram que foram informadas de que Israel interromperia os ataques durante um período para permitir que as lojas abram e os funerais das vítimas ocorram.

Segundo estimativas da ONU, os ataques israelenses deixaram 80% da população completamente dependente de ajuda humanitária. Enquanto a ONU insiste em um cessar-fogo efetivo na região, suas agências alertam para a crise humanitária causada pela destruição de mais de 600 alvos, incluindo estradas, edifícios públicos, delegacias de polícia e parte da infraestrutura da faixa de Gaza.

Corredor

O gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert anunciou nesta quarta-feira que Israel abrirá o corredor humanitário "para prevenir uma crise humanitária na Faixa de Gaza". A decisão foi comunicada à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

Segundo o gabinete de Olmert, a iniciativa foi proposta pelos chefes do Exército e abrangerá várias áreas da faixa de Gaza para que os palestinos possam estocar alimentos e outros suprimentos de primeira necessidade.

As agências de ajuda humanitária, e principalmente a ONU, reclamaram do agravamento na crise humanitária da região por causa da ofensiva israelense. COm a entrada do Exército, o território foi dividido, grandes áreas urbanas foram cercadas e o pouco fluxo de suprimentos foi ainda mais reduzido.

Um porta-voz de Olmert, Mark Regev, descreveu a medida como "status especial para permitir a transferência de pessoas, comida e remédios".

Entrada

Segundo a embaixada de Israel no Brasil, nesta terça-feira (6), 49 caminhões carregados de alimentos, remédios e equipamentos entraram na região. O WFP (Programa das Nações Unidas para Alimentos, em português) voltou a entregar mantimentos em Gaza, após um recesso de dois dias.

A passagem de Kerem Shalom também foi aberta para a entrada de 80 carregamentos de ajuda humanitária. O depósito de combustíveis de Nahal Oz funcionou e enviou 215 mil litros de diesel especial (necessário para a estação elétrica da região), 93 mil litros de diesel para uso dos diversos organismos das Nações Unidas e 50 toneladas de gás de cozinha para uso doméstico.

Segundo a ONU, este número supera a quantidade permitida antes da ofensiva, mas ainda é inferior aos 475 veículos com ajuda humanitária que chegavam a Gaza antes de junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território.

Atendendo à um pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Israel permitirá a entrada de dois médicos e duas enfermeiras, através da passagem de Erez. Também nesta terça-feira, a entidade qualificou a situação na faixa de Gaza como uma "crise humanitária plena do tipo mais grave".

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